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sábado, 21 de março de 2020

O Desenvolvimento Político-Econômico do Brasil Pré-Colonial ao Ciclo de Ouro [TÓPICOS]

O DESENVOLVIMENTO POLÍTICO-ECONÔMICO
DO BRASIL PRÉ-COLONIAL AO CICLO DE OURO


PORTUGAL & BRASIL PRÉ-COLONIAL
- Século XIV-XVI: crise feudal
- Renascimento (comercial e urbano)
- Nascimento da Burguesia
- Formação da Monarquia Nacional
--- Mercantilismo/Metalismo
- Empreendedorismo > Grandes Navegações > Expansão Marítima
- Descoberta de novas terras


- 22/08/1415: conquista de Ceuta – D. João I
- 1418: chegada à Ilha da Madeira
“Em 1418 a ilha do Porto Santo foi redescoberta por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira. No ano seguinte estes navegadores, acompanhados por Bartolomeu Perestrelo, chegaram à ilha da Madeira, na noite do dia 1 de julho de 1419, segundo Dias Leite. Todavia, o desembarque, a primeira missa e a exploração do vale ocorreram no dia seguinte.”





- 1427: chegada a Açores
- 1434: ultrapassagem do cabo Bojador (cabo do Medo) – Gil Eanes
- 1437: tentativa frustrada de tomar Tânger – D. Fernando, filho mais novo do rei D. João I
- 1443: morte de D. Fernando, que ficou prisioneiro na batalha em 1437
- 05/12/1452: O primeiro engenho de açúcar registrado em território português pertenceu a Diogo Vaz de Teive, escudeiro do Infante D. Henrique, com contrato de construção datado de 5 de dezembro de 1452. Localizava-se na Ilha da Madeira, no então lugar da Ribeira Brava, Capitania do Funchal. A força motriz deste engenho era a água da ribeira.
- 1454: A bula Papal editada por Nicolau V dá aos portugueses a exclusividade para aprisionar negros para o reino e lá batizá-los
- 1458: conquista de Alcácer Ceguer – D. Afonso V (Marrocos)
- 1471: conquista de Arzila e Tânger – D. Afonso V (Marrocos)
- 1471-1472: viagem ao golfo da Guiné – João de Santarém, Pero Escobar e Fernão do Pó
- 1482-1484: ultrapassagem do “capo de lobo” (cabo de Santa Maraia), chegando ao rio Zaire (ou Congo) – Diogo Cão
- 1485-1486: 2ª viagem de Diogo Cão – alcança o cabo do Padrão (atual Namíbia)
- Dezembro de 1487: passagem pelo cabo do Padrão – Bartolomeu Dias
- 1488: passagem pelo cano da Boa Esperança (cabo das Tormentas) – Bartolomeu Dias
- 07/06/1494: assinatura do TRATADO DE TORDESILHAS


- 27/10/1495: D. Manuel I assume a Coroa
- Maio de 1497: chegada a Calecute, inaugurando a chamada ‘Rota do Cabo’ – Vasco da Gama
- 1498: “Duarte Pacheco Pereira teria feito viagens pelo Atlântico ocidental, aproximando-se das latitudes equatoriais do Brasil atual.” (MICELI, Paulo;2013;p.18)

BRASIL PRÉ-COLONIAL

- 1500: a Coroa inaugura a 2ª viagem da carreira de Índia, integrando seu comando a um fidalgo da Ordem de Cristo – Pedro Alvares Cabral ou Pedralvarez de Gouvea.
- 1501: após Pedro Alvares Cabral enviar um navio a Portugal avisando da “descoberta” da nova terra, a Coroa envia uma armada de 3 navios para reconhece-la.

- Relação com índios = no início ESCAMBO
- Expedições exploradoras
   Ex.: Gaspar de Lemos (1501), Gonçalo Coelho (1503), Cristóvão Jacques (1516-1526)
- 1516: 1ª Expedição Guarda Costeira de Cristóvão Jacques
- 1526: 2ª Expedição Guarda Costeira de Cristóvão Jacques
- Crescimento da concorrência do comércio de especiarias entre os países europeus
- Declínio do comércio português no Oriente

BRASIL COLONIAL
- 1530: Expedição de Martin Afonso de Souza – exploração do litoral até o Rio da Prata
--- 1531: Fundação da Vila de São Vicente
--- 1531: Criação do Engenho do Governador para a produção de açúcar, primeiro engenho da Colônia
- PACTO COLONIAL: Metrópole (manufaturas) X Colônia (Matéria Prima/Gêneros Tropicais)
- Declínio do comércio de especiarias
- Espanhóis encontram prata no Peru
- Relação com índios = escravidão X Papel dos Jesuítas
- 1532: criação das CÂMARAS MUNICIPAIS

- 1534: CAPITANIAS HEREDITÁRIAS - descentralização do poder da Metrópole
- Portugal falido
- Doação de SESMARIAS
- Apenas as Capitanias de Pernambuco, Bahia e São Vicente se desenvolvem e prosperam
- 1538: acredita-se que é neste ano que Jorge Lopes Bixorda, arrendatário de pau-brasil, teria traficado para a Bahia os PRIMEIROS ESCRAVOS AFRICANOS*

- 1549-1808: GOVERNO GERAL - centralização do poder
--- 1549-1553: TOMÉ DE SOUZA – Primeiro Governador Geral
- 1549: Tomé de Souza desembarca no Bahia. Com ele vieram provavelmente os primeiros escravos brasileiros*
--- 1553-1558: DUARTE DA COSTA – Segundo Governador Geral
- 1555: Formação da França Antártica – durou 12 anos
--- 1558-1572: MEM DE SÁ – Terceiro Governador Geral




- Exploração da CANA-DE-AÇÚCAR (Portugal e Holanda)
- Plantation
- PECUÁRIA: atividade paralela à exploração da cana-de-açúcar
- Alta concentração de renda nas mãos de poucos
- Maior parte dos lucros para a comercialização com os holandeses
- 1572: Independência da Holanda (República das Províncias Unidas) em relação ao domínio da Espanha
- 1580-1640: união da Coroa Portuguesa e Coroa Espanhola – UNIÃO IBÉRICA
- Abandono do TRATADO DE TORDESILHAS
- Boicote econômico da Espanha contra a Holanda
- 1602: Holanda funda a COMPANHIA DAS ÍNDIAS ORIENTAIS
- 1621: Holanda funda a COMPANHIA DAS ÍNDIAS OCIDENTAIS

Obs.: Calvinismo Holandês – predestinação – riqueza como benção

1624: Holanda invade a Bahia
- 1624: Holanda invade a Bahia
- 1630: Holanda conquista o Nordeste
- 1630: data provável da formação do Quilombo dos Palmares. Palmares ocupou a maior área territorial de resistência política à escravidão. Ela foi uma das maiores lutas de resistência popular nas Américas
- 1637-1644: Governo de MAURÍCIO DE NASSAU
--- Concessão de empréstimos a comerciantes e senhores de engenho para o desenvolvimento da economia
- Economia abalada
– Portugueses culpam a União Ibérica
– Revolta separatista (RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA)
– D. João IV assume o trono
– Início da Dinastia Bragança
– Longo processo de recuperação
- Portugal começa a retomar as terras invadidas pelos holandeses
- 2ª metade do século XVII: expulsão dos holandeses
- Holanda passa a produzir açúcar em suas colônias das Antilhas (Caribe)
- Aumento da concorrência
- Declínio da Era Açucareira no Brasil
- 1642: criação do Conselho Ultramarino - órgão fiscalizador das atividades mercantis
- 1644: afastamento de Maurício de Nassau
- 06/08/1661: TRATADO DE HAIA: reconhecimento da vitória luso-brasileira mediante pagamento de 4 milhões de cruzados
- Entradas, Bandeiras e Missões Jesuítas

- Sertanismo de Contrato
“O sertanismo de contrato foi uma atividade exercida pelos bandeirantes paulistas no período colonial. Surgido no século XVII, consistia na organização de expedições (bandeiras de contrato) lideradas por bandeirantes que partiam para o interior do Brasil para capturar negros foragidos e combater tribos indígenas rebeladas e quilombos. Estas bandeiras de contrato eram financiadas por autoridades coloniais, grandes fazendeiros e senhores de engenho, principalmente da região nordeste do Brasil. Além de pagamentos em espécie, muitos destes bandeirantes receberam lotes de terra como recompensa por suas atividades.”

- Bandeiras de Apresamento
Obs.: As bandeiras de apresamento eram as bandeiras que iriam aprisionar a mão-de-obra indígena. Já as bandeiras de prospecção eram as expedições que exploravam os sertões à procura de ouro, prata e pedras preciosas. A maior parte dessas bandeiras eram financiada por particulares também obtinham recursos da cora de Portugal os integrantes eram chamados de bandeirantes.

- 1695: Morte de Zumbi dos Palmares. Zumbi dirigiu Palmares num dos seus momentos mais dramáticos. As forças chefiadas pelo bandeirante Domingos Jorge velho destruíram o Quilombo e, depois, assassinaram Zumbi


CICLO DE OURO (1682-1790)
- Século XVII: Entradas e Bandeiras - Descobertas de JAZIDAS DE OURO (1695) em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

Obs.: Mas as atividades econômicas do Nordeste (cana-de-açúcar) continuaram, porém em menor escala.

- Aquecimento da Economia
- Aumenta o fluxo de pessoas para a região das gerais, gerando os NÚCLEOS URBANOS
- Criação de vilas, cidades, comércio
- Muda-se o eixo econômico do Nordeste (açucareiro) para o Centro-Sul (comercial e aurífero)
- EXTRAÇÃO DE OURO DE ALUVIÃO
- Coexistência da Mão de Obra escrava (prevalência) e da Mão de Obra Livre

- Para CONTROLAR O LUCRO proveniente da EXTRAÇÃO DE OURO, Portugal estabeleceu rígidas regras econômicas:
• 1700: O “QUINTO”: imposto pago a Portugal em relação ao ouro extraído (a quinta parte de tudo que era encontrado – 20% – era entregue à Coroa – cobrado nas Casas de Fundição);
• 1702: Criação da Intendência das Minas - órgão fiscalizador da exploração do ouro;
• Todas as jazidas eram divididas em Datas: A 1ª era do descobridor, a 2ª de Portugal e as demais eram leiloadas (com o lucro sendo de Portugal), dando-se preferência a quem possuísse mais renda e escravos;
• Com a economia voltada para o ouro, Portugal importava muitos produtos manufaturados da Inglaterra (tecidos, calçados, ferramentas etc.);
• 1703: TRATADO DE METHUEN - monopólio inglês da venda têxtil em Portugal → crise manufatureira em Portugal;
• Estabelecimento de novas capitanias como São Paulo (1709), Minas Gerais (1720), Goiás (1744) e Mato Grosso (1748);
• 1762: Elevação do Brasil a Vice-Reino;
• 1763: Transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, pois a sede do governo agora deveria ficar próxima à região mineradora;
• O ouro passou a ser parte do capital que tornou a Inglaterra o país de maior população manufatureira da época (1ª fase da Revolução Industrial).
(Professor Admilson Costa)

- Proibição do ouro em pó (para dificultar a sonegação de impostos e o contrabando)
- Escassez/fome/morte de colonos – Aumento nos preços - Inflação – Enriquecimento dos comerciantes
- Crescimento populacional da Colônia
- Maior ocupação do interior
- Maior diversidade de profissões
- Aumento da mobilidade social
- 1697-1701: crise de abastecimento
- 1713: crise de abastecimento
- Criação da ESTRADA REAL: o “caminho permitido” para o transporte do ouro – Solução para a crise de abastecimento

- 1708-1709: GUERRA DOS EMBOABAS – paulistas (que haviam criado as vilas em Minas Gerais originalmente) X outros colonos (que haviam migrado de diferentes partes da Colônia ou que haviam vindo de Portugal) – paulistas derrotados e expulsos das áreas mineradoras – paulistas fazem novas expedições – paulistas descobrem outros locais com ouro para ser extraído (Cuiabá e Goiás)

- 1720: criação das CASAS DE FUNDIÇÃO

“A riqueza gerada pelo ouro contrastava com a situação precária enfrentada pela maioria: fome, doenças e condições de trabalho insalubres!” (Professor Admilson Costa)

- Diminuição da CAPITAÇÃO: tributo pago por cabeça de escravo
- Diminuição da renda dos donos de minas
- Aumento do número de alforriados
- Desenvolvimento do mercado interno

- 1729: descoberta de diamantes na região do Arraial do Tijuco (Diamantina)
- Criação do cargo de contratador: funcionário da Coroa responsável por supervisionar e controlar a extração de diamantes na região
- 1741-1750: o ouro atinge o ápice
- 1771: Portugal reassume todo o controle sobre a extração de diamantes, visto a corrupção (contrabando) dos contratadores
- A partir de 1771: declínio da extração
- Aumento da tributação sobre o ouro para contornar os prejuízos oriundos da crise aurífera
- Implementação da DERRAMA: cobrança forçada de impostos atrasados

- Atividades Subsidiárias:
--- Algodão: Grão-Pará, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro e Goiás
--- Fumo: Recôncavo Baiano
--- “Drogas do Sertão”: cacau, baunilha, guaraná etc
--- Mandioca
--- Pecuária: margens dos rios e influenciou no surgimento de vilas e cidades

- Insatisfação com os impostos
- Surgimento de conspirações, como a Inconfidência Mineira (1788-1789)

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Fonte das fotos utilizadas:
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PESQUISA & TEXTO | Raphael Paiva
(Criador do Blog | Professor de História e Inglês | Responsável pela correção Ortográfica)

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quarta-feira, 18 de março de 2020

A Era Açucareira


A ERA AÇUCAREIRA
I. POR QUE A CANA-DE-AÇÚCAR?
- As especiarias não deram certo;
- As Capitanias que deram certo (Bahia, Pernambuco e São Vicente) exploravam a cana-de-açúcar;
- Portugal já havia explorado a cana-de-açúcar nas colônias africanas;
- Alta lucratividade do produto na Europa;
- Não se acha reservas auríferas no território brasileiro;
- Clima e solo favoráveis.

II. PROCESSO
- Holanda financia a construção da economia açucareira;
- Portugal leva o açúcar produzido para a Holanda;
- Holanda refina;
- Produto distribuído pela Europa.

Eg.: Principal área de cultivo: de Pernambuco à Bahia

III. PLANTATION AÇUCAREIRA
- Latifúndio privado: grandes extensões de terra.
- Monocultura: cultivo de apenas um produto.
- Escravismo: mão-de-obra.

*- Produção agroexportadora
*Obs.: depende da Bibliografia.

IV. CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO AÇUCAREIRA
- Plantation;
- Alta concentração da renda nas mãos de poucos;
- Maior parte dos lucros para comercialização nas mãos de holandeses.

Quando ocorre a expulsão dos holandeses do Brasil, a partir da 2ª metade do século XVII, há o declínio da produção açucareira.

V. TIPOS DE ENGENHO
- Real: movido à água;
- Trapiche: movido à tração animal.

VI. PRODUÇÃO DE AÇÚCAR
- Secagem
- Separação para a moenda
- Separação do melaço
- Encaixotamento

VII. SOCIEDADE COLONIAL NO NORDESTE AÇUCAREIRO
- Senhor de Engenho
- Trabalhadores livres
- Escravos

VIII. O ENGENHO
- Casa Grande
- Senzala
- Moenda
- Capela


Pontos de atenção:
• Durante todo o Período Colonial, a escravidão indígena coexistiu com a escravidão negra, principalmente nas áreas mais pobres da colônia, como São Paulo;
• A Coroa Portuguesa proibiu a escravidão indígena, a não ser em caso de “guerra justa”;
• Os padres procuraram proteger os indígenas através das missões, mas ao mesmo tempo destruíram sua cultura e impuseram a fé cristã;
• A Igreja Católica nunca se ergueu em defesa do negro africano, que deveria “pagar com a escravidão” pelo seu paganismo.
Texto feito com base na vídeo aula do Professor Admilson Costa.

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segunda-feira, 16 de março de 2020

Grandes Navegações | Datas/Conquistas Importantes


PORTUGAL
  • 22/08/1415: conquista de Ceuta – D. João I
  • 1418: chegada à Ilha da Madeira
“Em 1418 a ilha do Porto Santo foi redescoberta por João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira. No ano seguinte estes navegadores, acompanhados por Bartolomeu Perestrelo, chegaram à ilha da Madeira, na noite do dia 1 de julho de 1419, segundo Dias Leite. Todavia, o desembarque, a primeira missa e a exploração do vale ocorreram no dia seguinte.”
  • 1427: chegada a Açores
  • 1434: ultrapassagem do cabo Bojador (cabo do Medo) – Gil Eanes
  • 1437: tentativa frustrada de tomar Tânger – D. Fernando, filho mais novo do rei D. João I
  • 1443: morte de D. Fernando, que ficou prisioneiro na batalha em 1437
  • 1458: conquista de Alcácer Ceguer – D. Afonso V (Marrocos)
  • 1471: conquista de Arzila e Tânger – D. Afonso V (Marrocos)
  • 1471-1472: viagem ao golfo da Guiné – João de Santarém, Pero Escobar e Fernão do Pó
  • 1482-1484: ultrapassagem do “capo de lobo” (cabo de Santa Maraia), chegando ao rio Zaire (ou Congo) – Diogo Cão
  • 1485-1486: 2ª viagem de Diogo Cão – alcança o cabo do Padrão (atual Namíbia)
  • Dezembro de 1487: passagem pelo cabo do Padrão – Bartolomeu Dias
  • 1488: passagem pelo cano da Boa Esperança (cabo das Tormentas) – Bartolomeu Dias
  • 1495: D. Manuel I assume a Coroa
  • Maio de 1497: chegada a Calecute, inaugurando a chamada ‘Rota do Cabo’ – Vasco da Gama
  • 1498: “Duarte Pacheco Pereira teria feito viagens pelo Atlântico ocidental, aproximando-se das latitudes equatoriais do Brasil atual.” (MICELI, Paulo;2013;p.18)
  • 1500: a Coroa inaugura a 2ª viagem da carreira de Índia, integrando seu comando a um fidalgo da Ordem de Cristo – Pedro Alvares Cabral ou Pedralvarez de Gouvea.
  • 1501: após Pedro Alvares Cabral enviar um navio a Portugal avisando da “descoberta” da nova terra, a Coroa envia uma armada de 3 navios para reconhece-la.


Obs.:
  • I. Início da década de 1480: Pedro Reinel: 1ª carta náutica portuguesa
  • II. Américo Vespúcio: foi um mercador, navegador, geógrafo, cosmógrafo italiano e explorador de oceanos ao serviço do Reino de Portugal e de Espanha que viajou pelo, então, Novo Mundo, escrevendo sobre estas terras a ocidente da Europa. Supõe-se que tenha participado de incursões pelo Atlântico desde 1497. Em meados de 1499 passou ao largo da costa norte da América do Sul, acima do rio Orinoco, como integrante da expedição espanhola de Alonso de Ojeda, a caminho das Índias Ocidentais.
  • III. Pero Vaz de Caminha: foi um fidalgo português que se notabilizou nas funções de escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral. Foi também vereador na cidade portuguesa do Porto.


ESPANHA
  • 1492: os reis espanhóis Fernando e Isabel apoiam o projeto de navegação ocidental de Cristóvão Colombo, que (há indícios) desde 1484 “tentava convencer o rei de Portugal a patrocinar seu plano de chegar ao Oriente na direção do Ocidente.” (MICELI, Paulo;2013;p.22)
  • 12/10/1492: Cristóvão Colombo chega à América
  • 1519: Hernán Cortez, presente na América Central desde 1504, conquista o Império Asteca
  • 1532: Pizarro conquista os Incas de Atahualpa

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terça-feira, 11 de junho de 2019

A "Revolução Neolítica' e o Processo de Urbanização na Baixa Mesopotâmia [RESENHA]

TÍTULO:
A “REVOLUÇÃO NEOLÍTICA” NA BAIXA MESOPOTÂMIA



OBRA:
O Templo, o Palácio e o Pequeno Produtor Na Baixa Mesopotâmia Pré-Sargônica



RIO DE JANEIRO
2019













RESENHA “O TEMPLO, O PALÁCIO E O PEQUENO PRODUTOR NA BAIXA MEOSPOTÂMIA PRÉ-SARGÔNICA”

BOUZON, Emanuel - O Templo, o Palácio e o Pequeno Produtor Na Baixa Mesopotâmia Pré-Sargônica, Phoinix, Rio de Janeiro, 4: 137-158, 1998.


1. A “REVOLUÇÃO NEOLÍTICA” NA BAIXA MESOPOTÂMIA
Estamos entre os VII e VI milênios a.C., no sul da Baixa Mesopotâmia, em um lugar chamado CRESCENTE FÉRTIL. O homem vivia livremente, de um lugar para o outro, ou seja, era NÔMADE, vivendo da CAÇA e PESCA de animais. Mas, em um determinado tempo, ele começa a analisar que os restos dos alimentos jogados ao chão tornavam-se novos alimentos, surgindo, assim, a AGRICULTURA e, por conseguinte, a PECUÁRIA.

A princípio, as aglomerações eram denominadas SEMI-PERMANENTES, nas quais vivia-se um tempo caçando e em outro pela Agricultura. Isso ocorria, pois, nos momentos após as cheias dos RIOS TIGRE E EUFRATES, ficava um tipo de limo na terra que eles tinham que remover. Porém, a partir de uma análise temporal, eles perceberam que este limo (chamado ALUVIÃO) era fértil e começaram a espalhar. Surge, então, as AGLOMERAÇÕES PERMANENTES.

Para não ter que ficar subindo e descendo as montanhas durante os períodos de cheias e secas dos rios, eles começaram a criar CANAIS DE DRENAGEM, irrigação artificial, grandes tanques reservatórios, canais para escoar a água e, finalmente, eles descem das montanhas do sul da Baixa Mesopotâmia para as planícies do sul da Baixa Mesopotâmia, formando, assim, as COMUNIDADES ALDEÃS, ou seja, eis a REVOLUÇÃO NEOLÍTICA: o homem de caçador para produtor de seus alimentos; deixa de ser nômade e passa a ser SEDENTÁRIO (PROCESSO DE SEDENTARIZAÇÃO).

As comunidades aldeãs eram bem simples: eram formadas por algumas famílias nucleares (pais e filhos). As casas, no início, eram no formato CIRCULAR, o que, depois de uma análise, eles perceberam que não era bom, pois, caso a família crescesse, não tinha como aumentá-la. Logo, eles formularam casas em formato RETANGULAR: casas com 24 a 35 metros quadrados, vários cômodos, local para armazenar os alimentos (SILOS), podia acrescentar cômodos. Elas eram feitas de blocos de argila e palha e, mais tarde, com TIJOLOS feitos à mão. As casas podiam ser feitas abertas ou tipo COLMÉIA, onde se entra pelo TERRAÇO.


Além disso, surge nesta época a prática da TECELAGEM e da CERÂMICA. Todos eram iguais; todos faziam tudo; crianças, homens, mulheres, idosos faziam/participavam de todas as atividades. Até os animais eram para todos igualmente, animais estes que serviam como comida, ajudavam na Agricultura, alguns forneciam fibras têxteis (como a lã) e outros forneciam leite e seus derivados. Daí surge uma certa INDUSTRIA TÊXTIL, visto que eles usavam para proteger os alimentos e as casas e, mais tarde, descobriram que os tecidos evitavam a perda de calor do corpo.

A Economia tinha base AGRO-PASTORIL e era de SUBSISTÊNCIA, ou seja, tudo que era produzido era consumido por eles. Ninguém era melhor que ninguém, ou seja, eram todos iguais. No máximo, havia o homem mais velho de cada família (o ANCIÃO) que servia, não como líder/rei, e sim como o patriarca da casa, para mostrar que tinha alguém tomando conta. Quando este morria, tomava lugar o segundo homem mais velho da família nuclear.

Fatores predominantes e importantes das Comunidaes Aldeãs:
- Descobriu-se a AGRICULTURA e a PECUÁRIA, fazendo, por conseguinte, com que houvesse uma MELHORA NA SAÚDE, visto que se começa a comer melhor ao ponto que deixa de comer cru, através do PROCESSO DE COZINHAMENTO.
- Desenvolveu-se novas e modernas técnicas de IRRIGAÇÃO e DRENAGEM para momentos de cheias e secas nas planícies.
- Mudou-se o formato das moradias para melhor acomodação.
- Descobriu-se a TECELAGEM e a CERÂMICA.
- Descobriu-se a FERTILIDADE DO ALUVIÃO.

Estes fatores tiveram como consequência MIGRAÇÕES para este local.

Percebeu-se, também, que se podia produzir mais em menores espaços. As migrações começaram a ocorrer vagarosamente e, a princípio, a acomodação dos novos membros foi “aceita”. Porém, ao longo do tempo, as COMUNIDADES ALDEÃS não conseguiram mais suportar a quantidade de pessoas. Tornou-se necessário um novo modo de aglomeração que abranjesse todos. Surge, com isto, as CIDADES.

Esta foi a REVOLUÇÃO NEOLÍTICA, suas causas e suas consequências.

2. O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO NA BAIXA MESOPOTÂMIA
Agora estamos no período Uruk IV, no sul da Baixa Mesopotâmia, onde ocorrem migrações para este local devido à REVOLUÇÃO NEOLÍTICA, suas causas e consequências. Com estas migrações, tornou-se necessária a formação de um novo tipo de “local” que colocasse as tantas pessoas, surgindo, assim, as CIDADES. Transfigurou-se, também, alguém que pudesse tomar conta de toda a região. Surge, assim, o TEMPLO. Eis que se dá o PROCESSO DE URBANIZAÇÃO.

As CIDADES eram bem diferentes das COMUNIDADES ALDEÃS. De início, já analisamos o surgimento das ESPECIALIDADES, fazendo com que ocorresse a HIERARQUIZAÇÃO da sociedade. A partir desde ponto, começa a diferença entre aqueles que têm especialidades daqueles que fazem a Agricultura funcionar.

A Economia continuou com a mesma base AGRO-PASTORIL, com a adição de PRODUTOS MANUFATURADOS feitos pelos especialistas, com a busca/visão de mais campos de negócio, ou seja, mais TROCAS COMERCIAIS.

As COMUNIDADES ALDEÃS não acabaram. Elas se tornaram tributárias das CIDADES, devendo produzir alimentos para eles e para as CIDADES, terminando, assim, com a ECONOMIA DE SUBSISTÊNCIA. Nasce, daí, a ideologia de que tudo que se ligava à natureza (cheias, secas, fertilidade etc) era benção ou maldição das divindades. Logo, quem assume a total administração das terras são o TEMPLO e seu representante, o SACERDOTE, que tinha com função ligar o homem às divindades. Os TEMPLOS ficavam em local propício: no centro da CIDADE, de onde tudo podia ser visto.

Outras cidades importantes surgiram no período Uruk III, como Ur, Nippur e Lagas. É neste período que o PROCESSO DE URBANIZAÇÃO é totalmente massificado e “toma conta” de qualquer CIDADE.

Após algum tempo, surgiu outro tipo de organização que tomaria o lugar do TEMPLO nos sentidos social, político e econômico: o PALÁCIO, tendo como representante um REI/MONARCA. O PALÁCIO começa a ter mais representatividade que o TEMPLO, visto que ele possuía a Força Militar (proteção das CIDADES) ao seu lado. O TEMPLO não perdeu tempo e ficou junto com o PALÁCIO.

Em relação à ALIMENTAÇÃO, tudo funcionava por um complexo PROCESSO DE REDISTRIBUIÇÃO, que se iniciava e terminava nele, onde ficavam os SILOS.

Eis acima o PROCESSO DE URBANIZAÇÃO, com sua causa (grandes migrações para o sul da Baixa Mesopotâmia) e suas variadas consequências:
- Hierarquização das CIDADES;
- Surgimento das especialidades;
- Surgimento da ESCRITA (ponto que marca definitivamente a divisão social, junto com as especialidades);
- Surgimento do TEMPLO e do PALÁCIO;
- Fabricação de Produtos Manufaturados;
- As COMUNIDADES ALDEÃOS não acabam; elas se tornam tributárias das CIDADES;
- O TEMPLO administra as terras.

3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOUZON, Emanuel – O Templo, o Palácio e o Pequeno Produtor Na Baixa Mesopotâmia Pré-Sargônica, Phoinix, Rio de Janeiro, 4: 137-158, 1998.


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FONTE DAS FOTOS UTILIZADAS:
I. Civilização Mesopotâmica

II. Alterações climáticas e o aprimoramento de habilidades permitiram a chamada “Revolução Neolítica”.

III. Reconstrução de uma casa de Çatalhüyük, um assentamento neolítico na Anatólia que data de cerca de 7 000 a.C.

IV. HERRAMIENTAS DE LA PREHISTORIA

V. Revolução Neolítica Contexto

VI. A revolução neolítica

VII. Primeiras Aldeias Mesopotâmicas


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AUTOR DO ARTIGO| Raphael Paiva
(Criador do Blog | Professor de História e Inglês | Responsável pela correção Ortográfica)

Contato: raphaelpaiva89@hotmail.com
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